Blog do SmartToolbox

Insights sobre tecnologia, arquitetura de sistemas e ferramentas fiscais para potencializar seu negócio.

Artigo05/01/2026

​🚀 IA na TI: O Motor Invisível da Nossa Produtividade

Muito se fala sobre como a IA vai mudar o futuro, mas para quem vive no "chão de fábrica" da tecnologia, essa mudança já é o presente. E, ao contrário do que muitos pensam, isso vai muito além de janelas de chat. ​Para nós, profissionais de TI, a IA deixou de ser uma curiosidade para se tornar uma camada de infraestrutura que nos ajuda a focar no que realmente importa: resolver problemas complexos. ​🛠️ Onde a IA está transformando o nosso dia a dia (além dos chats): ​No Desenvolvimento: A IA atua como um par constante, sugerindo refatorações, identificando "code smells" e gerando testes unitários que antes consumiam horas de trabalho braçal. ​Na Infraestrutura e Ops: O monitoramento agora é preditivo. Ferramentas de IA analisam logs em tempo real e detectam anomalias de performance antes mesmo de o usuário sentir lentidão no sistema. ​Na Segurança: A defesa cibernética ganhou uma velocidade sem precedentes. Modelos de IA conseguem identificar padrões de ataques e vulnerabilidades de forma automática, agindo como um escudo proativo para nossas aplicações. ​Na Documentação e Conhecimento: Transformar código ou infraestrutura em manuais claros sempre foi uma dor na TI. Hoje, a IA ajuda a sintetizar fluxos complexos, mantendo a base de conhecimento do time sempre atualizada e acessível. Quanto menos tempo gastamos com tarefas repetitivas e "boilerplate", mais tempo temos para a estratégia, para a inovação e, principalmente, para o que acontece fora da frente do monitor. ​A IA não veio para substituir o profissional de TI, mas para libertar o nosso potencial criativo do peso das tarefas manuais.

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Artigo02/01/2026

Júnior, Pleno ou Sênior? Mais que tempo de carreira, uma questão de maturidade técnica

Muitos desenvolvedores acreditam que a transição entre Júnior, Pleno e Sênior é apenas uma contagem de anos no currículo. No entanto, como Systems Architect, vejo que essa evolução está muito mais ligada à autonomia, à gestão de riscos e à capacidade de enxergar o ecossistema como um todo. ​Neste post, vamos desmistificar esses níveis e entender o que realmente separa um iniciante de um líder técnico. ​1. O Desenvolvedor Júnior: O Foco na Execução ​O Júnior é o profissional que está a consolidar as bases. O seu foco principal é o "como fazer". ​Aprendizagem: Está a dominar linguagens e frameworks (como Java ou Next.js). ​Supervisão: Precisa de orientações claras e de um ambiente que permita erros controlados. ​Entrega: O seu sucesso é medido pela conclusão de tarefas específicas dentro de um sprint. ​2. O Desenvolvedor Pleno: A Autonomia na Prática ​O Pleno é o motor do time. Ele já sabe o que precisa ser feito e possui independência. ​Resolução de Problemas: Já não pergunta "como codar", mas sim "qual a melhor forma de implementar esta regra de negócio". ​Qualidade: Começa a preocupar-se seriamente com Clean Code, testes unitários e padrões de projeto. ​Colaboração: Consegue discutir arquitetura com os seniores e ajuda a guiar os juniores em tarefas rotineiras. ​3. O Desenvolvedor Sênior e o Tech Lead: A Visão Sistémica ​O Sênior (ou Tech Lead) já não olha apenas para o código; ele olha para o impacto. O seu foco é o "porquê". ​Gestão de Complexidade: Entende como uma alteração no backend em Java pode impactar o processamento de dados no Databricks ou a performance na Cloud Azure. ​Mentoria: Grande parte do seu dia é dedicada a desbloquear o time e a elevar a maturidade técnica de todos ao seu redor. ​Decisão: É quem define se vamos usar uma arquitetura de microserviços ou monolítica, pesando custos e escalabilidade. ​Além do Sênior: A Visão do Arquiteto ​Acima destes níveis, o Arquiteto de Sistemas foca-se na estratégia. É o papel de garantir que a infraestrutura (Kubernetes, Terraform) suporte o crescimento do negócio e que a governança de dados seja impecável. ​Uma dose de inspiração: Do Júnior à Arquitetura ​A minha própria trajetória é uma prova de que a dedicação técnica e o estudo contínuo trazem resultados. Iniciei a minha jornada na Vivo como Desenvolvedor Júnior. Com foco em especializações (como a pós-graduação em Software Architecture na FIAP) e certificações em Cloud, fui promovido recentemente a Arquiteto de Sistemas (Analista Sénior). ​Hoje, lidero projetos de faturamento em telecomunicações, unindo a engenharia de software de alta disponibilidade com o rigor analítico que a área exige. A evolução não é uma corrida de velocidade, mas sim de persistência e curiosidade intelectual.

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Artigo02/01/2026

Reforma Tributária: O Refactoring da Lógica de Cálculo para Software Architects

Como Software Architect, entendo que a Reforma Tributária é, na essência, uma mudança profunda nos algoritmos que regem nossos sistemas fiscais. Para quem atua com projetos complexos de faturamento, como a NFCom, a transição exige uma revisão completa da lógica aritmética. ​1. O Modelo Atual: A Complexidade do Cálculo "Por Dentro" ​Atualmente, convivemos com o cálculo "por dentro", onde o imposto integra a sua própria base de cálculo. Para o desenvolvedor, isso significa que o valor do imposto está "escondido" dentro do preço final. ​A Lógica: Para chegar ao preço final, pegamos o valor desejado e dividimos pelo resultado de 1 menos a alíquota do imposto. ​Exemplo Prático: Se você deseja receber 100 reais líquidos com uma alíquota de 18 por cento, o sistema não soma 18 reais. Ele divide 100 por 0,82, resultando em aproximadamente 121,95 reais. ​2. O Novo Modelo: Cálculo "Por Fora" (IVA Dual) ​Com a chegada da CBS e do IBS, passamos para o padrão internacional de IVA, onde o cálculo é aplicado diretamente sobre o valor do serviço. A lógica torna-se muito mais simples para a arquitetura do sistema: ​A Lógica: O preço final é o valor do serviço multiplicado por 1 mais a alíquota total. ​Exemplo Prático: Para o mesmo serviço de 100 reais, considerando uma alíquota somada de 27 por cento, o cálculo é simplesmente 100 vezes 1,27, resultando em 127 reais. ​3. A Transição em 2026: O Teste do Sistema ​O ano de 2026 será o marco inicial para nossos motores de cálculo. Teremos o início da cobrança com alíquotas de teste para validar a infraestrutura: ​CBS (Federal): 0,1 por cento. ​IBS (Estadual e Municipal): 0,9 por cento. ​Total de teste: 1 por cento aplicado sobre a base líquida. ​Nesta fase, os sistemas precisarão calcular simultaneamente os tributos antigos e essa nova parcela de 1 por cento, garantindo que o faturamento suporte os dois modelos sem erros de arredondamento ou inconsistência na nota fiscal.

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Artigo02/01/2026

Do commit ao PR aprovado: lições da minha evolução na tecnologia

Recentemente, fui promovido ao cargo de Senior aqui na Vivo. Embora já estivesse atuando como arquiteto há algum tempo, a partir de agora os desafios mudam: terei responsabilidades em várias frentes e squads, o que certamente me motivará a crescer ainda mais. Olhando para trás, lembro do jovem dev júnior que fui e percebo que a verdadeira mudança não foi só de cargo, mas interna, de mentalidade e de postura. Comecei minha trajetória na Vivo focado em código, lógica e “fazer rodar sem erros”. Minha base era Python e Angular, trabalhando em servidores on-premise no meu primeiro projeto. Fui aprendendo e crescendo até chegar ao pleno, sempre focado na qualidade e entrega. Foi então que surgiu a oportunidade de mergulhar no universo da Cloud, em especial no Azure, ao ser chamado para outro projeto (eu atuaria incialmente com react) que estava apenas começando. No início, tudo era muito novo para mim e eu mal entendia os conceitos. Mas não desisti: perguntei sem medo para colegas de outras áreas e estudei por conta própria com youtube e cursos gratuitos. Esses dois pontos: buscar ajuda e investir no autodesenvolvimento, foram fundamentais para minha evolução. Outra lição importantíssima: sempre estar aberto a encarar novos desafios e ser proativo frente a tarefas complexas, trabalhosas ou consideradas “chatas”. E, principalmente, ajudar os colegas de time, mesmo sem ter total domínio do assunto. Sempre tentei contribuir, mesmo quando o tema era desconhecido. Mas isso me fez crescer. Como ouvi de um colega: “o prego que se destaca leva a martelada”. Assim, fui ganhando cada vez mais conhecimento e acabei me destacando. Até que, finalmente, veio a oportunidade de atuar como arquiteto de um squad, ainda sem tanta experiência, mas com muita vontade de aprender. Pude absorver muito dos outros arquitetos, errei, aceitei críticas, aprendi a dar feedbacks e sigo aprendendo até hoje, especialmente sobre liderança e tomada de decisão. Agora, com minha promoção a Senior neste início de dezembro, vejo que estou no caminho certo, mesmo diante das dúvidas e inseguranças naturais. Isso é um sinal de que estou fazendo um bom trabalho e de que devo continuar buscando minha evolução, compartilhando conhecimento ao longo do caminho. Este é meu primeiro artigo e quero escrever outros ao longo do próximo ano, para dividir experiências e, quem sabe inspirar outras pessoas que estão começando na tecnologia. No próximo, pretendo falar sobre meu trabalho ou da pós-graduação, que estou concluindo ano que vem. Se você está começando agora, lembre-se: não existe evolução sem sair da zona de conforto. Busque apoio, estude, compartilhe e nunca pare de aprender. Cada commit e cada PR aprovado são passos importantes para uma trajetória de sucesso.

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